domingo, 20 de janeiro de 2013

Empregos de petróleo e gás têm salários de R$ 68 mil em SantosEmpregos de petróleo e gás têm salários de R$ 68 mil em Santos

Por conta do pré-sal, especialistas acreditam que região irá crescer.
Empresa de recrutamento diz que salários serão de R$ 5 a R$ 70 mil.


Alunos do curso de engenharia de petróleo e gás usam minirrefinaria no aprendizado (Foto: Mariane Rossi/G1)Alunos de engenharia de petróleo e gás usam minirrefinaria no aprendizado (Foto: Mariane Rossi/G1)
A Baixada Santista está ganhando novas oportunidades de emprego no setor de petróleo e gás. Algumas dessas vagas chegam a oferecer remunerações que ultrapassam os R$ 20 mil. Além das companhias relacionadas ao assunto que estão criando sedes na região, as empresas de recrutamento já consideram a Baixada como uma porta de entrada para profissionais deste mercado por conta do pré-sal da Bacia de Santos.
Márcia Chiadegatti, da Robert Half, empresa de recrutamento com mais de 300 escritórios pelo mundo, é responsável pelas operações na Baixada Santista e no ABC Paulista. Ela acredita que a região ainda tem muito para crescer. “Acredito que o mercado é maior que está hoje. A gente percebe um movimento mais tímido de empresas que vem para Santos e elas estão começando a contratar profissionais mais técnicos”, diz.

Há muitas oportunidades para profissionais mais especializados como gerentes de manutenção e diretores. O salário depende do nível de conhecimento e de responsabilidade dentro da empresa. Segundo ela, um gerente geral do setor de petróleo e gás, responsável por uma operação como um todo, pode ganhar em tornou de R$ 35 mil. Após dez anos na empresa, o salário chega a R$ 68 mil em grandes companhias. Diretores comerciais, que estão começando na empresa, podem ter a remuneração de até R$ 27 mil. Outros profissionais como engenheiros e coordenadores contábeis precisam ser graduados, além de já terem experiência de cerca de 3 a 4 anos na área e um bom nível de inglês. Para esses profissionais, o salário inicial gira em torno de R$ 5 mil. De acordo com a Chiadegatti, o inglês é muito importante no setor de petróleo e gás. “Grandes empresas precisam fazer negócios com essas pessoas, ou então ela faz parte de um grupo de fora do país e precisa reportar as informações da empresa”, explica.

Chiadegatti conta que o mercado de petróleo e gás ainda é muito novo no Brasil e em Santos e por isso, é necessário trazer profissionais do Rio de Janeiro e de outros países. Segundo ela, isso é uma das reclamações das empresas que estão se instalando na Baixada Santista e que acabam aumentando salários para trazer os profissionais qualificados para a região. “Há grande dificuldade de encontrar profissionais que não inflacionem o mercado. Senão entra em um ciclo e as empresas não têm condições de remunerar”, diz.

O professor do curso de Engenharia de Petróleo e Gás, Áureo Emanuel Pasqualeto Figueiredo explica que os salários são elevados porque a indústria de petróleo segue padrões internacionais. Tudo é cotado em dólar. Para ele, a remuneração vai de acordo com as exigências do mercado. “Precisa saber inglês, ter noções de qualidade, noções de logística, além do conhecimento técnico específico. Essas pessoas podem estar trabalhando hoje aqui e amanhã em outro lugar do mundo”, diz.

Professor acredita que é preciso qualificar pessoas na região (Foto: Mariane Rossi/G1) 
Professor acredita que é preciso qualificar pessoas na região (Foto: Mariane Rossi/G1)
O especialista diz que o mercado de petróleo na Baixada Santista é antigo por conta do refino e distribuição de derivados da Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, que existe há mais de 50 anos. Ele fala que, agora, o foco é a exploração e a produção do petróleo. “A colocação de pessoas contempla um efeito multiplicativo, desde as profissões técnicas e toda a cadeia de serviços, como área de saúde e hotelaria", diz.
Figueiredo explica que a engenharia subsea, especialidade da engenharia de petróleo e gás em que é preciso saber toda a complexidade de situação para explorar o petróleo que esta a 2 mil metros abaixo da terra, saber sobre pressão atmosférica, condições das correntes do mar e temperatura, é uma das áreas em que se procuram mais profissionais no mundo. “Tem poucas pessoas especializadas nisso. Temos que começar a nos preparar. Tem coisas que só ao longo do tempo as pessoas vão aprender. Se os brasileiros não ocuparem o espaço eles vão trazer gente da Indonésia, de outros lugares", fala. Ele diz que o primeiro passo para concorrer a essas vagas é ser graduado e se qualificar na área.

Porém, o especialista afirma que é preciso cautela por parte do mercado para que não haja uma grande quantidade de profissionais do mesmo setor. Uma recente pesquisa feita pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de São Paulo mostrou que 49% dos alunos matriculados em 2010, no ensino a distância, optaram por cursos no setor de petróleo e gás. Ele dá o exemplo da Bacia de Campos. “Milhares de pessoas foram para lá e criou-se um cinturão de pobreza em volta da cidade. As pessoas não tinham qualificação. Se o cara nem consegue entender a ordem que está sendo dada a ele, porque é em outra língua, ele não vai ser colocado em um lugar que ele pode até morrer”, explica.

Para ele, a vinda de estrangeiros é imprescindível. “Não vamos ter a pretensão de que tudo vai ser ocupado por brasileiros. Vai precisar vir pessoas com conhecimentos que acabarão passando informações para os nossos profissionais. Assim como quando implantaram a refinaria, vieram técnicos estrangeiros. Hoje nós temos uma engenharia de excelência nessa área”, diz ele. Figueiredo explica que é importante empregar profissionais brasileiros, de várias áreas, para que possam fazer essa indústria do petróleo e gás crescer e que o núcleo de riqueza retorne para o próprio país.

 

Transpetro pode multar Estaleiro Mauá por atraso na entrega de navio

Sex, 18 de Janeiro de 2013 06:51
Rio de Janeiro- A Transpetro, subsidiária da Petrobras, poderá multar o Estaleiro Mauá pelo atraso de três meses na entrega do navio Rômulo Almeida, recebido ontem (17). Com capacidade de transportar 56 milhões de litros de derivados de petróleo, como gasolina e diesel, o navio custou R$ 188 milhões e foi o quarto entregue no âmbito do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Petrobras. O estaleiro terá 30 dias para apresentar justiticativa à Transpetro.

O presidente da subsidiária, Sergio Machado, não antecipou o valor da multa, mas explicou que a cobrança ocorre por “atrasos não justificados”. Outro navio em construção pelo estaleiro, o Zumbi dos Palmares, também está com a entrega atrasada desde de dezembro do ano passado. A previsão é que fique pronto em abril deste ano.

“Estamos em um processo de desenvolvimento da indústria [naval]. Foi um atraso pequeno, o estaleiro foi multado”, disse Machado, durante cerimônia de entrega do navio, no próprio estaleiro, em Niterói, município do Rio.

Procurados pela Agência Brasil, o Estaleiro Mauá e o Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval (Sinaval) não se pronunciaram sobre o assunto.

Machado minimizou o atraso e disse que tende a ser menor daqui para frente. “O importante é que este navio não teve nenhum adicional de contrato e está saindo pelo preço contratado", disse. “Só fada [madrinha] faz o primeiro [pedido] rigorosamente em dia, e nos livros, a vida real é diferente”, brincou.

A embarcação Rômulo Almeida será o primeiro navio da Petrobras liderado por duas mulheres, a comandante Hildelene Lobato e a oficial Vanessa Cunha, a imediata. “O Brasil durante muito tempo, por discriminação machista, não deu oportunidade de uma mulher contribuir para o desenvolvimento do Brasil, isso é coisa do passado”, comentou Sergio Machado.

O nome do navio é uma homenagem ao economista soteropolitano Rômulo Barreto Almeida, que contribuiu para a criação de estatais, como a Petrobras, no governo de Getúlio Vargas.

Fonte:Agência Brasil/Isabela Vieira

sábado, 21 de julho de 2012

Programa Internacional de Trainee Andrade Gutierrez 2013


Seminário de Petróleo e Gás reúne especialistas e aponta respostas para o setor


Indústria precisa acelerar investimentos, qualificar trabalhadores e desenvolver tecnologia em pesquisa para atender à demanda.
Os investimentos no setor e a visão das variáveis relevantes no cenário econômico foram alguns dos assuntos que deram origem ao encontro que reuniu mais de 200 pessoas, em 11 de julho, no Seminário O Setor do Petróleo e Gás – Visão Atual e Futura da Cadeia de Valor, realizado no auditório da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em São Paulo. Várias análises mostraram a realidade pela qual passam diversos profissionais e órgãos (entre institutos, agências e divisões) que estão dedicados à cadeia de Petróleo e Gás. Aumentar a produtividade e a participação das empresas nacionais no fornecimento de bens e serviços na cadeia produtiva de petróleo, gás e naval estão entre as prioridades do setor. Responsável pela promoção do evento, o Conselho de Óleo e Gás da Abimaq convidou autoridades e especialistas que atuam no mercado petrolífero para debaterem o tema.
O presidente do Conselho de Óleo e Gás da Abimaq, Walter Lapietra, ao saudar os participantes comentou o momento preocupante que a indústria de bens de capital está vivendo, lembrando, entre outros indicadores, que “a indústria está trabalhando com 75% de sua capacidade total. Fatores como a alta carga tributária, o câmbio desfavorável, o Custo Brasil, além da desindustrialização e desnacionalização, são motivos para a desaceleração da economia”.
Diretor executivo da área de Petróleo, Gás, Bioenergia e Petroquímica da ABIMAQ, Alberto Machado Neto, comentou que “estamos vivendo um momento de perplexidade”. Segundo ele, existem fatores favoráveis e outros desfavoráveis que devem ser devidamente avaliados pelos empresários na hora de decidir. A exigência de Conteúdo Local, o atraso nos investimentos e a entrada de produtos estrangeiros, dentre outros, são fatores preocupantes que precisam ser analisados. “Em termos de demanda, pouco do pré-sal vai acontecer antes de cinco anos. Com a delegação das principais aquisições da Petrobras para grandes empreiteiras e estaleiros, a perda do poder de compra da estatal é enorme. Quando não são executadas diretamente, o País perde um de seus principais instrumentos de política industrial”, avaliou. Machado afirmou que a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) vai cobrar das oils companies o cumprimento das cláusulas de Conteúdo Local. Por outro lado, a participação da indústria nacional de máquinas e equipamentos ainda está muito aquém do seu potencial, “são investidos cerca de US$ 12 bilhões por ano em máquinas e equipamentos, dos quais só US$ 3 bilhões são utilizados localmente, quando existem condições para que a indústria local venda muito mais”, explicou.
O Coordenador Geral do setor de Petróleo, Gás e Naval João Luís Rossi, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior iniciou sua palestra falando sobre o Plano Brasil Maior. Segundo ele, a Presidente Dilma Rousseff elaborou um plano especial para o setor, visando, principalmente, a área de Recursos Humanos. “Inovar e investir para ampliar a competitividade, sustentar o crescimento e melhorar a qualidade de vida é o mote para a cadeia produtiva”, disse, ressaltando a necessidade de melhorar a qualidade da mão-de-obra, direcionada à área de petróleo.
Rossi comentou que a ideia é qualificar, pelo menos, 65% dos trabalhadores nos níveis técnico e superior. De acordo com ele, o sistema de gestão do Plano Brasil Maior abrange 19 conselhos executivos, que visam aumentar a produtividade, promover a indústria, dar fomento à inovação, desenvolver os polos produtivos e posicionar a indústria nacional na cadeia de valor do setor de petróleo e gás, entre outros itens.
Procedente do Ministério de Minas e Energia, o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis, Marco Antônio Martins de Almeida salientou que o Brasil é a ‘bola da vez’ do mercado de petróleo e gás pelas oportunidades que oferece, e por sua estabilidade nas áreas jurídica, econômica e institucional. Almeida lembrou que a Bacia dos Parecis é uma das áreas não convencionais que tem maior potencial, porém, está longe cerca de mil quilômetros dos grandes centros (fica entre os estados de Rondônia e Mato Grosso). Ele adiantou ainda que, até 2013, serão perfurados cerca de 1300 poços de petróleo.
O Chefe da Coordenadoria de Conteúdo Local, Marcelo Mafra Borges de Macedo, da ANP – Agência Nacional de Petróleo falou sobre a política de regulamentação energética, monitoramento de conteúdo local e estratégias para fiscalização do mercado. “A regra de Certificação de Conteúdo Local foi criada com o intuito de aumentar a participação da indústria nacional nos projetos de exploração de Petróleo e Gás natural no Brasil”, disse.
Diretor Geral da ONIP (Organização Nacional da Indústria de Petróleo), Elói Fernandez y Fernandez, comentou que existe uma situação preocupante – 70% dos fornecedores estrangeiros não estão instalados no Brasil. “Válvulas da China que chegam ao Brasil a preço inferior ao de nossa matéria-prima, por exemplo, entram no ciclo de fatores críticos de competitividade”, comentou. Foco no produto, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e parceria com universidades foram alguns itens que Fernandez qualificou como importantes e que devem ser levados em consideração na hora de se distribuir os investimentos.
Na visão das operadoras de petróleo, o fato de o governo não ter feito leilões de blocos para exploração nos últimos cinco anos é preocupante. “O problema é que as grandes operadoras estão com seu portfólio exaurido. O petróleo é uma commodity e assim o mercado o comercializa”, explicou o Secretário Executivo Álvaro Teixeira, do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Para ele, desoneração é palavra de ordem: o objetivo é estimular a utilização de equipamentos nacionais. Atenção especial deve ser dada também à Lei de Partilha.
Segundo Rafael Brandão, Gerente Geral de Orientação e Gestão do Processo Supri Bens e Serviços da Petrobras, estão previstos US$ 236,5 bilhões de investimentos para o período 2012 – 2016. Pelo menos 147 projetos estão em avaliação e para eles estão destinados US$ 28 bi.
Box - A Certificação de Conteúdo Local funciona como uma espécie de auditoria do peso dos bens e serviços de origem nacional nos custos dos investimentos das oil companies, aplicados diretamente em contratos de prestação de serviços ou de fornecimento de materiais e equipamentos. O processo de certificação é realizado por empresas devidamente credenciadas junto à ANP e é conduzido com base na Cartilha de Conteúdo Local (Resolução 36 da ANP), que considera a metodologia oficial para aferição dos índices percentuais de nacionalização de Bens e Serviços. Os contratos firmados entre a ANP e as empresas concessionárias vencedoras das rodadas de licitação de blocos de exploração, estabelecem por meio da Cláusula 20ª, os termos e compromissos de investimentos mínimos (%) em Conteúdo Local que devem ser aplicados em cada fase do ciclo de exploração e desenvolvimento dos respectivos blocos.
Já a Lei da Partilha no. 12.351/2012 dispõe sobre a exploração e a produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos em áreas do pré-sal e em áreas estratégicas, e cria o Fundo Social - FS para sua estrutura e fontes de recurso. [www.abimaq.org.br].

Petróleo avança no acumulado da semana


Apesar da queda desta sexta-feira, os preços do petróleo no mercado internacional apresentaram alta no acumulado da semana.
Em Londres, o petróleo do tipo Brent ganhou 4,65%, enquanto em Nova York, o WTI acumulou alta de 4,95%.
Os preços foram estimulados, em grande parte, por temores de que a crise entre o Irã e os países do ocidente abale a oferta do produto.
Durante a semana, funcionários do governo dos Estados Unidos, citando dados da inteligência, disseram que o Irã está elaborando planos para interromper o comércio internacional de petróleo, através de ataques contra plataformas de petróleo e navios petroleiros. Segundo essas fontes no governo americano, as informações obtidas sugerem que o Irã pode atacar instalações de petróleo dentro e fora do Golfo Pérsico, mesmo na ausência de um conflito militar aberto.
Nesta sexta-feira, no entanto, os preços caíram depois de sete sessões consecutivas de alta. Os investidores estão mais avessos ao risco, já que o euro e as bolsas refletiram os temores diante da crise na Europa.
A Espanhou ganhou mais uma vez o centro das atenções depois que o primeiro-ministro do país, Mariano Rajoy, disse que o acordo de um empréstimo de até 100 bilhões de euros da União Europeia, para ajudar a recapitalizar os bancos espanhóis, será assinado na terça-feira.
Apesar da notícia, o mercado recebeu mal a revisão das projeções espanholas para o Produto Interno Bruto (PIB). Para este ano, a projeção de contração diminuiu, de 1,7% para 1,5%, mas, para 2013, o governo espanhol prevê agora que a economia vá encolher 0,5%. A expectativa anterior era de crescimento de 0,2%.
No pregão de hoje, o Brent recuou 0,84%, fechando aos US$ 106,14 o barril. O WTI perdeu 1,23%, encerrando as operações aos US$ 91,83 o barril.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O "Tigh Gás" da Bacia do Alto São Francisco


“Tigh Gas”, um gás natural o qual é difícil para acessar por causa da natureza da rocha e areia ao redor do deposito. Por ser de difícil extração, muito maior que o gás de outras fontes, das empresas exploradoras é requerido um grande aporte financeiro na sua procura. Com o aumento do preço de venda e a escassez de áreas produtoras de gás dito de fonte normal, aumenta o interesse por este tipo de gás Muitas empresas multinacionais controlam significantes reservas de “Tigh Gas”, incluindo entre elas, a BP, a qual tem, também, gastos vultosos recursos para aprender mais sobre extrair este gás.

Normalmente, gás natural é inteiramente fácil de explorar. Quando um depósito é identificado, um poço pode ser furado e o gás flui naturalmente, fazendo-o de maneira simples para comprimir e mandá-lo a outras localidades. Este deve-se porque o gas natural esta, normalmente, rodeados por depósitos de rocha porosa com muitos pequenos furos para o gas permear através. Algumas vezes, o gas, literalmente, empurra-se a si mesmo.

No caso de “Tigh Gas”, cercador de arenito, argila ou outras rochas não é tão permeável, parecendo mais denso no seu corte transversal. A falta de permeabilidade tranca o “Tigh Gas” no subsolo tornando a perfuração de um poço viável complicada. “Tigh Gas” é encontrado armazenado em depósitos de carvão, a fim de obtê-lo é necessário encontrar o “pote de mel”  onde grande volumes estão acessíveis e, algumas vezes, usar vários meios para criar uma pressão de vácuo no poço enquanto se suga o gás das rochas.

Historicamente, tais depósitos foram descritos como “irrecuperáveis”, entretanto, como a demanda por gas natural aumentou muito, muitas empresas têm repensado estas avaliações, forçando para ver se os depósitos de “Tigh Gas” podem ser acessados. Apesar de o “Tigh Gas” ser custoso os altos preços fazem com que seja compensador explorá-los, especialmente se a composição for favorável ao tratamento, permitido às empresas extraírem valorosas frações de um único poço.

A maioria dos depósitos de “Tigh Gas” datam da era paleozóica o qual significa que estes tem, ao menos, 251 milhões de anos. A idade avançada de tais depósitos é, presumidamente, responsável por sua inacessibilidade. “Tigh Gas” é bem pressionado, em outras palavras, por causa da rocha reservatório que se tornou mais e mais densa com o passar deste tempo. Estes depósitos podem, também, estar mais profundos que os de gas normal levando a desafios adicionais. Companhias, as quais operam com “Tigh Gas”, usam uma variedade de táticas de pesquisas para identificar as fontes deste gás e tentar encontrar a melhor maneira e local para perfurar.

O gás que se informa haver em grande volume (comparado a Bolívia) na bacia do alto São Francisco é formada, em sua maioria, por este tipo de “Tigh Gas”, devido a isto poderá levar muito mais tempo para termos noticias do inicio da exploração comercial.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Chevron vai continuar operando os poços que já possui, diz ministro


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta quinta-feira (24) que a Chevron poderá continuar a operar os outros 11 poços que possui no campo de Frade.

De acordo com o ministro, a suspensão aplicada na quarta-feira (23) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), proíbe a empresa apenas de perfurar novos poços no local.

“Até que a ANP conclua as suas investigações e possa modificar as suas determinações, a Chevron continuará impedida de perfurar novos poços”, disse Lobão, após reunião com executivos da empresa. "Mas a Chevron continuará operando os poços que já possui."
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No encontro, disse Lobão, o presidente da Chevron para a África e América Latina, Ali Moshiri, alegou que a empresa não tem culpa pelo vazamento e que adotou, no tempo certo, todas as medidas para contê-lo.

“Ele [Moshiri] se declarou inocente das acusações que recebe e perguntou sobre a disposição do governo brasileiro”, disse Lobão. Segundo o ministro, os executivos não fizeram nenhum apelo para que o governo reveja punições contra a empresa.
O presidente da Chevron para a África e América Latina afirmou que o vazamento no campo de Frade está sob controle e a mancha de óleo no mar praticamente desapareceu. Segundo ele, o óleo que ainda resta no mar corresponde a um décimo de barril de petróleo.

Contingência
Lobão disse que o governo nomeou esta semana uma comissão com técnicos dos ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente para finalizar um plano de contingência contra vazamento de petróleo no mar. O plano, segundo Lobão, vem sendo elaborado desde 2001, mas nunca foi concluído.