segunda-feira, 16 de maio de 2011

Bacias Sedimentares Brasileiras

Essas formações geológicas ocupam a maior área do território brasileiro, estimando-se que ocupem 5,5 milhões de km2, ou seja, cerca de 64%.
No Brasil, existem bacias sedimentares de grande e de pequena extensão
  • de grande extensão: a Amazônica, do Parnaíba – chamada também de Meio-Norte -, a do Paraná ou Paranaica e a Central.
  • de menor extensão: do Pantanal Mato-Grossense, do São Francisco ou Sanfranciscana (esta muito antiga), do Recôncavo Tucano (produtora de petróleo) e a Litorânea.
Além dessas, há as denominadas bacias de compartimento de planalto, de reduzida extensão, se comparadas às cidades, e correspondentes a formações sedimentares alojadas em porções côncavas dos crátons de pouca extensão e profundidade. É o caso das bacias sedimentares de Curitiba (PR), Taubaté (SP), Resende (RJ), São Paulo e outras.
As bacias sedimentares do Brasil possuem camadas dispostas horizontalmente ou quase horizontalmente, fato que evidencia a ausência de movimentos importantes – como os tectonismos – desde remotos tempos geológicos. Entretanto, no fim da era Mesozóica, ocorreram movimentos da crosta que formaram fraturas, ou seja, fendas ou aberturas microscópicas ou macroscópicas que aparecem no corpo de uma rocha, principalmente em decorrência de forças tectônicas. Por essas fraturas ocorreu o escoamento de lavas básicas (lavas que podem percorrer grandes extensões), cobrindo grande extensão do sul do território brasileiro e da região de Poços de Caldas e Araxá (MG). Uma vez consolidadas, essas lavas resultantes do vulcanismo (reveja o quadro 15-A) deram origem a rochas (destacando-se os basaltos e os diabásicos) e a diversos diques, ou seja, intrusões magmáticas em forma alongada nas camadas da crosta terrestre, onde se solidifica (reveja quadro 15-A). Essas rochas e diques, por apresentarem grande resistência à erosão, formaram relevos residuais, permitindo a existência de várias quedas-d’água nos rios do Centro-Sul, com destaque para as de Sete Quedas (que não existem mais, devido à construção da barragem de Itaipu), no Rio Paraná, e para as Cataratas do Iguaçu, na foz do rio de mesmo nome. Além disso, o basalto e o diabásio, submetidos a agentes erosivos como o intemperismo, se desagregaram e se decompuseram dando origem a solos avermelhados conhecidos genericamente com o nome de terra-roxa, encontrados principalmente no Planalto Meridional ou Arenito-Basáltico.
As bacias sedimentares do Brasil datam do Paleozóico, do Mesozóico e do Cenozóico. As bacias sedimentares como a do Pantanal Mato-Grossense, litorâneas e de trechos que margeiam os rios da bacia hidrográfica Amazônica são do Cenozóico.

Eras geológicas: resumo das características das bacias sedimentares do Brasil
Cenozóica
(Vida recente)
QuaternárioFormação de bacias sedimentares (ex.: Bacia Sedimentar do Pantanal e ao longo do vale amazônico)
TerciárioFormação de bacias sedimentares (ex.: Bacia Sedimentar Amazônica)
Mesozóica
(Vida Intermediária)
Formação de bacias sedimentares (ex.: Bacia Paranaica, Sanfranciscana, do Meio-Norte etc.). Formação das ilhas Trindade, Martin Vaz, Arquipélago Fernando de Noronha e Penedos de S. Pedro e São Paulo. Derrames basálticos na Região Sul e formação do planalto arenito-basálticos.
Paleozóica
(Vida Antiga)
Formação de bacias sedimentares antigas, do varbito, rocha sedimentar, em Itu (SP), do carvão mineral no sul do Brasil. Início da formação da Bacia Sedimentar Paranáica e Sanfranciscana.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Sensoriamento remoto

2-Princípios básicos

Três elementos são fundamentais para o funcionamento de um sistema de Sensoriamento Remoto: Objeto de estudo, Radiação Eletromagnética e um Sensor.Pelo princípio da conservação da energia, quando a radiação eletromagnética incide sobre a superfície de um material, parte dela será refletida por esta superfície, parte será absorvida e parte pode ser transmitida, caso a matéria possua alguma transparência. A soma desses três componentes (Reflectância, Absortância e Transparência) é sempre igual, em intensidade, à energia incidente.O que nossos olhos percebem como cores diferentes são, na verdade, radiação eletromagnética de comprimentos de onda diferentes. A cor azul corresponde ao intervalo de 0,35 a 0,50 µm, a doverde vai de 0,50 a 0,62 µm e a do vermelho, de 0,62 a 0,70 µm (os intervalos são aproximados, e variam segundo a fonte de consulta). Estes intervalos também são conhecidos como "regiões". Abaixo do vermelho, está a região do infravermelho, e logo acima do azul está o ultravioleta.Os sensores remotos medem as intensidades do Espectro eletromagnético e, com essas medidas, obtém imagens nas regiões do visível (azul, verde e vermelho) ao infravermelho medem a intensidade da radiação eletromagnética refletida em cada intervalo pré-determinado de comprimento de onda.

2.1-Refração
Mudança da velocidade e direção de propagação da luz quando passa por uma interface que separa dois meios opticamente diferentes.
2.2-Espalhamento Atmosférico
direção de propagação da radiação solar devido à sua interação elástica com os componentes atmosférico. O espalhamento ocasiona uma mudança na trajetória de propagação da O espalhamento (difusão ou dispersão) corresponde à mudança aleatória da radiação dispersando-a em todas as direções, sem que haja mudança no comprimento de onda.
2.3-Reflexão
Consiste no retorno da energia incidente em direcção à região de onde ela é oriunda, após entrar em contato com uma superfície reflectora.

3-As principais partes de um sensor

3.1- coletor: é um componente óptico capaz de concentrar o fluxo de energia proveniente da amostra no detector.
3.2- filtro: é o componente responsável pela seleção da faixa espectral da energia a ser medida.
3.3- detetor: é um componente de pequenas dimensões feito de um material cujas propriedades elétricas variam ao absorver o fluxo de energia, produzindo um sinal elétrico
3.4- processador: é um componente responsável pela amplificação do fraco sinal gerado pelo detector e pela digitalização do sinal elétrico produzido pelo detector.
3.5- unidade de saída: é um componente capaz de registrar os sinais elétricos captados pelo detector para posterior extração de informações.

4-Classificação dos sensores

Podem ser classificados em função da fonte de energia ou em função do tipo de produto que produz.
Em função da fonte de energia:
Passivos: não possuem fonte própria de radiação. Mede radiação solar refletida ou radiação emitida pelos alvos. Ex.: Sistemas fotográficos.
Ativos: possuem sua própria fonte de radiação eletromagnética, trabalhando em faixas restritas do espectro. Ex.: Radares.
Em função do tipo de produto:
Não-imageadores: não geram imagem da superfície sensoriada. Ex.: Espectrorradiômetros (assinatura espectral) e radiômetros (saída em dígitos ou gráficos). Essenciais para aquisição de informações precisas sobre o comportamento espectral dos objetos.
Imageadores: obtém-se uma imagem da superfície observada como resultado. Fornecem informações sobre a variação espacial da resposta espectral da superfície observada.
Os sistemas imageadores podem ser divididos em:
Sistema de quadro ("framing systems"): adquirem a imagem da cena em sua totalidade num mesmo instante. Ex.: RBV.
Sistema de varredura ("scanning systems"). Ex.: TM, MSS, SPOT.
Sistema fotográfico: Fácil de operar. Limitada capacidade de captar a resposta espectral (filmes cobrem somente o espectro entre ultravioleta próximo ao infravermelho distante). Limita-se as horas de sobrevôo e devido a fenômenos atmosféricos não permitem freqüentemente observar o solo a grandes altitudes.

5-Tipos de sensores

5.1-Sensores multi-espectrais.
São sensores que permitem obter imagens simultâneas de uma mesma cena, em várias regiões do espectro.
5.2-Sensores hiper-espectrais.
São sensores que permitem a aquisição de espectros contínuos para cada pixel da imagem.
5.3-Sensores multiangulares.
São sensores que trabalham com a suposição de acordo com cada objeto da superfície, refletem ou emitem radiação eletromagnética de forma isotrópica em todas as direções.
5.3.1-A isotropia é a propriedade que caracteriza as substâncias que possuem as mesmas propriedades físicas independentemente da direção considerada.
5.4-Sensores termais.
São sensores que detectam sinais relativamente mais fracos no espectro, e seus detectores de radiação são menos sensíveis do que os dectores de radiação no visível e infravermelho próximo.
5.5-Sensores de alta resolução
São sensores que quando colocados em órbita, permitem adquirir imagens da superfície terrestre com resolução espacial menor que 5 metros.
5.6-Sensores mecânicos
Denomina-se sensores mecânicos aqueles que sensoriam movimentos, posições ou presença usando recursos mecânicos como, por exemplo, chaves.