sábado, 13 de agosto de 2011

HRT Participações em Petróleo termina o 1S11 com aquisições, investimentos e início de perfuração de poços exploratórios


Rio de Janeiro – A HRT Participações em Petróleo S.A. – “HRT” ou “Companhia” (BM&FBovespa: HRTP3 e TSX-V: HRP.V) anuncia os resultados referentes ao 2º trimestre de 2011 (2T11). De acordo com o comunicado da companhia , destaca-se o início da perfuração de quatro poços na Bacia do Solimões. A conclusão da aquisição da UNX Energy Corp. (“UNX”). Aquisição de participação acionária da Vienna Investments (Proprietary) Limited (“Vienna”). Inauguração do escritório da HRT África, em Windhoek, Namíbia. Lançamento do Barril Verde HRT no Brasil e na Namíbia. Exercício da opção de compra e de venda da participação da Petra Energia S.A. (“PETRA”) na Bacia do Solimões. E o primeiro FieldTrip com investidores às áreas operacionais na Amazônia.
A administração comentou os resultados: “O ano de 2011 tem sido marcado por importantes realizações, dentre as quais se destacam: Início de perfuração dos poços exploratórios 1-HRT-1-AM, 1-HRT-2-AM, 1-HRT-3-AM e 1-HRT-4-AM, na Bacia do Solimões, Estado do Amazonas. Conclusão, em abril de 2011, da operação de aquisição da UNX, empresa canadense de E&P de petróleo listada na TSX Venture Exchange (“TSXV“), por meio de emissão de GDR na bolsa canadense. Os acionistas da HRT e da UNX aprovaram o acordo nas respectivas assembleias realizadas nos dias 19 e 27 de abril de 2011.
Início das operações da HRT África, em Windhoek, Namíbia, sob o comando do engenheiro Nelson Narciso, e HRT America, em Houston, EUA, sob o comando do geólogo Wagner Peres. Anúncio de iniciativa inédita no setor: o projeto Barril Verde HRT, que prevê a destinação de recursos para ações de sustentabilidade tanto na Bacia de Solimões quanto no offshore da Namíbia. Confirmando a excelência nas atividades laboratoriais, no dia 14 de julho a nossa subsidiária IPEX foi auditada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Inmetro, com vistas à certificação NBR ISO IEC 17025, atestando a gestão, competência e a qualidade das análises realizadas contidas no escopo da solicitação de auditoria que atesta a acreditação. Conclusão do programa de aquisição sísmica 3D em 5.278 km² nos blocos offshore 2112B e 2212A da HRT na Bacia de Walvis”, conclui a nota.
Receitas no segundo trimestre de 2011- A Companhia auferiu receitas de R$ 70,3 milhões, 5,9% superior às observadas no primeiro trimestre do ano. Deste valor, R$ 62,0 milhões corresponderam ao rendimento das aplicações das suas disponibilidades financeiras em títulos de renda fixa, o que representou uma redução de 6,1% do registrado nos primeiros três meses do ano.
Secundariamente, a controlada IPEX obteve receitas pela prestação de serviços de pesquisas geofísicas e geológicas no valor de R$ 7,8 milhões, 2.221,0% acima dos R$ 353 mil obtidos no primeiro trimestre.
Receitas no primeiro semestre de 2011-No acumulado do semestre, as receitas totalizaram R$ 136,7 milhões, sendo R$ 128,1 milhões decorrentes das aplicações financeiras, que foram remuneradas a uma taxa média bruta de 103,83% do CDI. A IPEX, por sua vez, auferiu receitas de R$ 8,2 milhões pela prestação de serviços de pesquisas geofísicas e geológicas no período.
Resultados no segundo trimestre de 2011- Em decorrência principalmente do aumento das despesas derivado da aceleração dos programas de exploração da Companhia, o prejuízo de R$ 53,2 milhões neste trimestre ficou 285,5% acima daquele registrado no trimestre anterior, quando situou-se em R$ 13,8 milhões.
Resultados no primeiro semestre de 2011- Como observado anteriormente, a HRT apresentou resultado negativo de R$ 67,0 milhões no semestre, com receitas de R$ 136,7 milhões e despesas de R$ 203,7 milhões. No mesmo período do ano passado, a Companhia apresentou prejuízo R$ 38,6 milhões, com receitas de R$ 21,2 milhões e despesas de R$ 59,8 milhões.
“A comparação com o primeiro semestre de 2010 fica prejudicada e os resultados não devem ser analisados como tendência, uma vez que apenas no final daquele exercício, após o ingresso dos recursos obtidos através da Oferta Pública Inicial de Ações, a Companhia intensificou suas atividades de exploração de petróleo”, destaca o comunicado.
Perfil-O Grupo HRT é composto por uma das maiores empresas independentes de exploração e produção de óleo e gás natural do Brasil. A HRT Participações possui oito principais subsidiárias: a IPEX (Integrated Petroleum Expertise Company Serviços em Petróleo Ltda.), a HRT O&G Exploração e Produção de Petróleo Ltda., a HRT Netherlands B.V., a HRT África Petróleo S.A., a HRT América Inc., a BN47 Serviços Aéreos Ltda., a Ranger Participações Ltda. e a UNX Energy Corp. A Companhia detém 55% de participação em 21 blocos exploratórios localizados na Bacia do Solimões. A HRT também é operadora de dez blocos exploratórios na costa da Namíbia, com participação em dois deles, na Sub-Bacia de Walvis, e nos oito restantes, na Sub-Bacia de Orange. A HRT possui uma equipe composta por doutores e mestres em geologia, geoquímica, geofisica, biologia e engenharia, sendo a maioria deles ex-funcionários da Petrobras e da ANP. A HRT está comprometida em minimizar os possíveis impactos ambientais nos locais onde atua. O compromisso com as comunidades locais passa pela redução dos impactos das operações nas condições de saúde, segurança e qualidade de vida.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Mancha negra na China é maior do que se calculava


PEQUIM , China — Um vazamento de petróleo que contaminou milhares de quilômetros quadrados no Golfo de Bohai (nordeste de China) se revelou mais importante do que o calculado, afirmou nesta sexta-feira a sociedade americana ConocoPhillips, que prometeu limpar a mancha negra antes do final de agosto.
a ConocoPhillips havia considerado que uma quantidade de 1.500 barris de petróleo e lodos contaminantes vazaram de duas plataformas que operam no mar em sociedade com estatal chinesa CNOOC.
Em um comunicado nesta sexta, a ConocoPhillips indicou que, de fato, o vazamento equivalem a mais de 2.100 barris.
"A ConocoPhillips Chine registra avanços importantes nas operações de limpeza", afirmou Georg Storaker, presidente da ConocoPhillips Chine.
A administração de Estado chinesa encarregada da gestão dos oceanos acusou no início de agosto a ConocoPhillips de demorar nas operações de limpeza.
O vazamento só foi divulgado semanas depois, agravando as possíveis consequências para a saúde humana e o meio ambiente.
Em julho de 2010, a explosão de dois oleodutos no nordeste da China provocou o vazamento de 1.500 toneladas de petróleo no mar, segundo o governo, mas, de acordo com o Greenpeace, o vazamento pode ter sido 60 vezes mais importante.

Encontro aproxima MPE de grandes grupos de petróleo


IV Encontro de Negócios da Cadeia Produtiva do Petróleo, Gás e Energia será realizado nos dias 17 e 18 de agosto, em Mossoró

Micro e pequenas empresas fornecedoras da cadeira do setor de petróleo do Rio Grande do Norte esperam fechar bons negócios com grandes companhias nos dias 17 e 18 de agosto, durante o IV Encontro de Negócios da Cadeia Produtiva do Petróleo, Gás e Energia. O evento será realizado em Mossoró e faz parte da programação do Espaço Sebrae na Feira Industrial e Comercial da Região Oeste (Ficro 2011). O objetivo do encontro é criar oportunidades para que 45 pequenas empresas façam negócios e estabeleçam novas parcerias. 

De acordo com informações da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae no estado, oito empresas âncoras participam do encontro como compradoras: a Central Resources, Elfe Solução em Serviço, Falcon Rigs Latin América, Halliburton, Tenace Engenharia e Consultoria e UTC Engenharia, além da Petrobras, que é parceria do Sebrae na realização da rodada de negócios. Cada uma das âncoras poderá negociar com até 15 empresas ofertantes inscritas no encontro, o que proporcionará até 240 reuniões nos dois dias da rodada. 

O evento é aguardado com expectativa pelas MPE do setor, já que o encontro é mais que uma reunião entre vendedores e compradores. Na verdade, funciona como um instrumento de marketing dinâmico ao proporcionar que os participantes possam realizar parcerias, joint-ventures, investimentos e transferência de tecnologia, além de fortalecer relações comerciais. Para as empresas âncoras, uma das vantagens é a possibilidade de identificar novos fornecedores, enquanto as ofertantes são beneficiadas com a ampliação das redes de contatos e o conhecimento das exigências de compradores de grande porte. 

“É uma oportunidade imperdível de ampliar a carteira de compradores e de fornecedores de produtos específicos da cadeia produtiva. Além da Petrobras, outras grandes empresas com poder de compra vão participar do evento. As reuniões oferecem benefícios tanto para as empresas prestadoras de serviço, que terão mais possibilidade de vender seu produto, quanto para as grandes empresas, já que passam a ampliar o cadastro de novos de fornecedores”, confirma o gestor do projeto de apoio à cadeia produtiva de Petróleo, Gás e Energia do Sebrae no Rio Grande do Norte, Edilton Cavalcante. 

Cenário 

A cadeia produtiva de petróleo e gás no Rio Grande do Norte tem pelo menos 137 empresas em atividade em diferentes segmentos, que englobam serviços que vão desde a perfuração de poços, construção e montagem, topografia e transporte até caldeiraria e usinagem. Há também empresas que prestam atividades de apoio, como lavanderia e alimentação. A maioria delas está instalada exatamente na região oeste do estado, onde acontece a Ficro 2011, e no Vale do Açu. Elas também atuam em outros estados, como Pernambuco, Espírito Santo e Rio de Janeiro. 

Segundo Edilton Cavalcante, um dos maiores obstáculos das micro e pequenas empresas do setor de petróleo, gás e energia é a concorrência de organizações de outros estados. “É exatamente por isso que estamos trabalhando na qualificação técnica exigida pelas grandes empresas, na gestão financeira para sanar dificuldades e no acesso a novos mercados”. 

EUA pedem que países parem de comprar petróleo sírio


Os Estados Unidos querem um embargo global ao petróleo e gás sírios. A secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton disse que países que compram  combustível da Síria deveriam "passar para o lado certo da história" e não conceder ao presidente Bashar Assad qualquer apoio financeiro para a repressão contra os opositores do governo.
Ela também pediu a interrupção da venda de armas para a Síria. Hillary declarou nesta sexta-feira que a opinião internacional está endurecendo em relação a Assad.
Alguns países europeus, a China e a Índia têm investimentos em energia na Síria e a Rússia vende armas para o país. Hillary deu a entender que ações internacionais mais duras devem ser tomadas em breve. Ela disse que Assad "perdeu a legitimidade para governar e está claro que a Síria seria melhor sem ele". As informações são da Associated Press.

Petróleo fecha em alta em Londres e em Nova York


NOVA YORK — Os preços do petróleo terminaram em alta nesta quinta-feira em Nova York e em Londres, acompanhando a alta dos mercados financeiros e sustentados por dados sobre o emprego nos Estados Unidos, que superaram as expectativas dos especialistas.
No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em setembro terminou cotado a 85,72 dólares, em alta de 2,83 dólares em relação à quarta-feira.
No IntercontinentalExchange de Londres, o barril de Brent do mar do Norte com igual vencimento subiu 1,34 dólar, fechando a 108,02 dólares.
Segundo os analistas, o mercado oscilou ao ritmo dos temores ou esperanças dos investidores.
"A inversão de humor do mercado aconteceu devido aos dados semanais sobre emprego", explicou o analista Matt Smith.
Segundo o governo, as novas solicitações de seguro-desemprego nos Estados Unidos mantiveram sua tendência de baixa na primeira semana de agosto, com 395.000 pedidos, sinal positivo muito bem recebido pelos investidores após a divulgação de uma série de indicadores ruins sobre o crescimento econômico nos últimos dias.
Os mercados foram animados também pelo anúncio de um encontro a ser realizado na próxima terça-feira entre o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, para tratar da reforma financeira na Zona Euro.
O barril do WTI já havia recuperado mais de 3 dólares na quarta-feira, na contramão da queda da Bolsa. Os investidores haviam priorizado a queda espetacular e inesperada dos estoques de petróleo nos Estados Unidos.
Segundo Andy Lipow, da Lipow Oil Associates, o pessimismo que ainda impera entre os investidores vem da percepção de que os governos "não têm tomado medidas suficientes para enfrentar a desaceleração econômica", num momento em que as previsões de crescimento e de criação de empregos têm sido revisadas para baixo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Empresa canadiana investe 49 milhões para descobrir petróleo em Portugal

A companhia Mohave Oil & Gas vai investir 49 milhões de euros até 2013 para encontrar hidrocarbonetos em Portugal.


O director-geral da empresa, Arlindo Alves, diz que este investimento integra intervenções a realizar nas actuais cinco concessões de prospecção, três 'onshore' (em terra, em Aljubarrota, Rio Maior e Torres Vedras e duas 'offshore' (no mar), São Pedro de Moel e Cabo Mondego.
Ao 26º dia de prospecção no mar que decorre entre São Pedro de Moel (Marinha Grande) e Cabo Mondego (Figueira da Foz), o responsável sublinha que "as operações estão a correr muito bem" e "é difícil" que os dados recolhidos não confirmem a existência de petróleo na costa portuguesa.
A Mohave Oil & Gas, de capitais canadianos, opera em Portugal há 18 anos, tendo investido 42 milhões de euros, 16 milhões dos quais nos últimos dois anos.
A operação que está a decorrer no mar até meados de Setembro envolve uma embarcação que reboca dez cabos submergidos com seis quilómetros de comprimento e cem metros de distância entre cada um deles (um quilómetro de largura total).
Os cabos integram sensores responsáveis pela leitura do choque de ondas sonoras com a superfície do oceano, previamente "enviadas" com recurso a canhões de ar, tecnologia conhecida como prospecção sísmica a três dimensões (3D).
Os dados recolhidos permitem perceber quais as formações rochosas no subsolo do leito marítimo e são depois interpretados por geólogos e geofísicos "que dizem onde [futuramente] perfurar", explicou. "A hipótese de acertar é de 10 por cento", estimou.
Para a sondagem obter resultados o navio tem de navegar a uma velocidade constante - não pode parar - e há que contar com impedimentos vários que decorrem do vento ou problemas com ruídos exteriores, como, por exemplo, motores de outras embarcações nas proximidades.
A pesca está restrita na costa portuguesa, numa zona entre Mira e São Martinho do Porto, devido a sondagens sísmicas com recurso a uma embarcação especializada que a empresa petrolífera Mohave Oil & Gas está a realizar.
De acordo com o comandante do Porto da Figueira da Foz, Rui Amado, actualmente, a zona restrita vai desde Mira a São Martinho do Porto, uma das três áreas envolvidas na operação.

Petróleo em tempos de crise


Mercado financeiro russo se estabiliza, mas os ânimos na Rússia e no mundo são de apreensão


A relativa calma no mercado internacional de petróleo foi interrompida por mais um colapso do mercado financeiro, conforme escreve a Agência Internacional de Energia (AIE) em seu novo relatório. “A confrontação política em torno da dívida pública dos Estados Unidos, a escalada da crise das dívidas públicas na zona do euro e a queda do rating dos EUA provocaram vendas massivas em todos os níveis do mercado, na pressa de se desfazer de ações e mesmo de matérias-primas em estoque, em função de previsões de queda dos preços."
A AIE baixou a previsão da demanda global de petróleo em 60 mil barris ao dia, o que, por enquanto, não é crítico, embora reflita a desaceleração dos EUA e da China. Mas a crise ainda pode afetar de modo mais sério o mercado do petróleo – adverte a agência internacional, e os investidores, como se pode observar nos últimos dias, captaram o sinal.
Por enquanto a AIE se atém ao cenário positivo, que prevê o crescimento da economia global em 4,2% em 2011 e 2012. Nesse caso, a demanda por petróleo aumentará 1,4%, até 89,5 milhões de barris por dia. Já em 2012 o aumento da demanda seria maior ainda – de 1,8%, saltando para 91,1 milhões de barris diários.
Na quarta-feira, 10, o mercado melhorou. O petróleo do tipo Brent (o mais produzido na Rússia) começou o dia subindo 5%, mas no final o preço baixou para 104,25 dólares. Desde o início de agosto, esse tipo de petróleo ficou 15 dólares mais barato.
Segundo o presidente da agência de consultoria Prestige Economics, Jason Schenker, durante as próximas 5 ou 6 semanas, até a reunião do Federal Reserve americano, o mercado permanecerá altamente volátil, e os preços poderão saltar e cair numa faixa de 10 dólares.
No caso de os preços do petróleo caírem 10 dólares abaixo da previsão oficial (93 dólares por barril em 2012, 95 dólares em 2013, e 97 dólares em 2014, segundo o Ministério do Desenvolvimento Econômico da Rússia), o orçamento da Rússia perderá 500 bilhões de rublos (mais de 16 bilhões de dólares), e o déficit do orçamento aumentará em 1% do PIB, de acordo com o Ministério das Finanças da Rússia. Se, durante o ano, o petróleo custar 60 dólares por barril, o déficit do orçamento público poderá ser superior a 5% do PIB. Com o preço de 50 dólares, ou menor, por barril, a dívida pública do país em 2013 e 2014 poderá ser superior a 20% do PIB.
Apesar de o mercado financeiro russo ter se estabilizado desde o colapso de terça-feira, 9, os ânimos, na Rússia e no mundo, são de apreensão.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Petróleo fecha em queda em Londres e em NY após dados do Fed


NOVA YORK — Os preços do petróleo voltaram a fechar em forte queda em Londres e em Nova York nesta terça-feira, com investidores demonstrando cautela após os anúncios do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) sobre a economia americana e mundial.
Apesar de manter a taxa básica de juros do país próxima de zero, o Fed confirmou os temores dos investidores sobre uma desaceleração do crescimento americano.
Com isso, no New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em setembro fechou a 79,30 dólares, em baixa de 2,01 dólares em relação à segunda-feira.
No IntercontinentalExchange de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte com igual vencimento perdeu 1,17 dólar, fechando a 102,57, sendo que o índice chegou a recuar a 98,74 dólares ao longo da sessão, o patamar mais baixo desde 8 de fevereiro.
"Está bastante claro que (o Fed) optou por um tom mais negativo sobre a economia tanto a curto como a médio prazo", disse John Kilduff, da Again Capital.
O Banco Central americano, cujo Comitê de Política Monetária se reuniu nesta terça-feira, anunciou que manterá sua taxa básica de juros próxima de zero "ao menos até meados de 2013" e que considera novas medidas de reativação para sustentar a economia.
Estas decisões são justificadas por um crescimento "consideravelmente mais lento" que o previsto e riscos que "se incrementarão", segundo o comunicado do Fed.
"As revisões para baixo das cifras do PIB (americano) há duas semanas e os temores que invadiram o mercado sobre o desempenho da demanda de petróleo até o fim do ano assustaram o mercado", constatou John Kilduff.
Os investidores temem o impacto de uma desaceleração do crescimento, ou inclusive de uma recessão, nos Estados Unidos e no mundo, sobre a demanda de energia, explica Kilduff.
Antes do comunicado do Fed, o barril de WTI havia registrado uma impressionante recuperação, após cair nas operações eletrônicas a 75,71 dólares, seu nível mais baixo desde o final de setembro. O índice abriu em Nova York acima dos 81 dólares.
Na segunda-feira, o WTI chegou a perder mais de 6%, arrastado pela crise dos mercados financeiros, que foi provocada pelo rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos pela agência Standard and Poor's.
Desde o fechamento do dia 26 de julho, o WTI perdeu mais de 20 dólares e indicava perdas de mais de 3 dólares nas operações eletrônicas posteriores ao fechamento desta terça-feira (after marketing).

Explosão em refinaria de petróleo da Petrobras mata uma pessoa na Argentina


Uma explosão em uma refinaria de petróleo da Petrobras na Argentina matou uma pessoa e feriu outro funcionário.
Segundo a Petrobras, a explosão ocorreu na refinaria de Bahia Blanca, a cerca de 450 quilômetros sudoeste da capital, Buenos Aires.
O incidente aconteceu por volta da uma hora da madrugada (horário local).
A explosão aconteceu em uma das salas de operação da refinaria. O outro funcionário ferido e, de acordo com a Petrobras, foi levado para o Hospital Municipal de Bahia Blanca.
A companhia brasileira informou que equipes de emergência internas e a Defesa Civil foram avisadas imediatamente depois da explosão e estão trabalhando na refinaria, no entanto as operações não foram afetadas.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Crise não afeta investimentos em petróleo, diz Lobão


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje que a crise financeira internacional não deve afetar os investimentos previstos para a cadeia de petróleo e gás nos próximos anos no Brasil. "Este é um setor em que o investimento se dará sempre porque o consumo estará presente em qualquer situação econômica do mundo", afirmou, ao participar de seminário "Pré-Sal: Uma Transformação da Cadeia Produtiva de Petróleo e Gás", promovido pela revista CartaCapital em São Paulo.
De acordo com o ministro, o que pode ocorrer é uma queda do consumo de petróleo per capita, mas dificilmente haverá diminuição do consumo de cada país. "Nos Estados Unidos, por exemplo, está havendo uma queda no consumo per capita, mas ao mesmo tempo novos consumidores são agregados a cada ano. Os Estados Unidos consomem 22% de todo o petróleo produzido no mundo e este número deverá se manter. Além disso haverá elevação do consumo na China, Índia, África do Sul, Brasil, Rússia e outros países."
Na avaliação do ministro, os investimentos do País no setor de exploração não serão afetados nem as empresas terão dificuldade para captar dinheiro em razão da crise. "Não estamos trabalhando com esta hipótese", afirmou. "O pré-sal não sofrerá nenhuma crise na exploração nem o petróleo de forma geral."
Lobão negou que as denúncias de corrupção envolvendo integrantes do governo possam afetar esses investimentos. "Crise? Não há crise política", afirmou. 'São episódios que acontecem em todos os governos."

Pré-sal da Bacia de Santos vai receber mais de 25% dos investimentos da Petrobras até 2015


Dos US$ 224,7 bilhões que a Petrobras investirá nos próximos cinco anos, US$ 53,4 bilhões serão destinados ao pré-sal da Bacia de Santos, segundo o Plano de Negócios 2011-2015, aprovado na última sexta-feira (22) pelo Conselho de Administração da estatal. O volume supera os US$ 33 bilhões previstos no plano anterior, do quinquênio 2010-2014, mas ainda é inferior aos US$ 64,3 bilhões que a estatal destinará no período à região do pós-sal, principalmente à Bacia de Campos, a maior bacia petrolífera do país e que responde por mais de 80% de toda a produção nacional, da ordem de 2 milhões de barris por dia.
O novo plano de negócios da estatal, detalhado nesta segunda-feira (25) pelo presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, prevê que os investimentos na área de exploração e produção totalizarão, nos próximos cinco anos, US$ 117,7 bilhões, dos quais 65% serão destinados ao desenvolvimento da produção, 18% à área de exploração e 17% ao setor de infraestrutura.
O volume significará investimento anual superior a US$ 4 bilhões somente em exploração, enquanto US$ 12,4 bilhões serão destinados às áreas da cessão onerosa, usada pelo governo para capitalizar a estatal. Na avaliação de José Sergio Gabrielli, a produção da Petrobras no pré-sal em 2015 deverá atingir 543 mil barris por dia, com a cessão onerosa respondendo por 13 mil barris por dia. Este volume saltará para 845 mil barris por dia até 2020, quando a estatal espera produzir, somente nos campos do pré-sal, 1,148 milhão de barris de petróleo por dia.
As projeções da Petrobras indicam, por outro lado, que a companhia produzirá 3,993 milhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás) por dia em 2015, dos quais 3 milhões somente de petróleo. Já em 2020, Gabrielli avaliou que a companhia deve extrair 4,91 milhões de barris de petróleo por dia. (Agência Brasil)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

BNDES lança programa para setor de petróleo e gás

Além de oferecer condições financeiras diferenciadas, com taxas de juros variando de 4,5% ao ano, para inovação, até 11,04%, para o financiamento a capital de giro, nas operações diretas, o programa flexibiliza as condições de acesso ao crédito para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). As empresas de menor porte representam aproximadamente 85% das empresas da cadeia de fornecedores de P&G no País.

Caixa quer se consolidar liderança em petróleo e gás

Banco já possui projetos em análise no total de R$ 5 bilhões, parte que virá do Fundo de Marinha Mercante


A Caixa Econômica Federal quer se consolidar como principal agente financeiro para o setor de petróleo e gás natural, superando até mesmo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), disse a superintendente regional da Caixa, Eugênia Regina de Melo, na Navalshore 2011 - Feira e Conferência da Indústria Naval e Offshore, que começou nesta quarta-feira no Rio. Segundo ela, o banco já possui projetos em análise no total de R$ 5 bilhões, parte que virá do Fundo de Marinha Mercante (FMM).
Até dois anos atrás, apenas o BNDES era autorizado a fazer o repasse dos recursos do FMM, mas a Medida Provisória do Ministério dos Transportes editada em 2009 autorizou também a Caixa e o Banco do Brasil a fazerem os repasses. De acordo com Eugênia, somente com estes recursos existem pelo menos 10 projetos avançando nas várias etapas do financiamento no banco.
Para o superintendente regional da Caixa, José Humberto Pereira, o primeiro contrato deve ser assinado nas próximas semanas. "Estamos empenhados em crescer junto com a cadeia naval", disse.
Pouco mais de uma semana depois da divulgação do Plano de Investimentos da Petrobras, o otimismo no setor de petróleo não poderia ser maior. "As encomendas que já estavam projetadas para chegar a US$ 150 bilhões entre 2011 e 2020 devem crescer substancialmente, já que trabalhávamos com uma meta de produção de 4,5 milhões de barris por dia em 2020 e agora a Petrobras anuncia que serão 6,5 milhões", disse o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav), Augusto Mendonça.
De acordo com o superintendente da área de logística da Petrobras, Ricardo Albuquerque, somente para dar apoio às novas plataformas que serão instaladas no pré-sal da Bacia de Santos, serão necessários mais 200 a 250 unidades além das 300 existentes hoje.
Ontem, o BNDES e o governo do Rio também deram sinais de que querem aproveitar as oportunidades de crescimento da indústria do petróleo. O banco anunciou que vai disponibilizar uma linha de R$ 4 bilhões para financiar a cadeia de fornecedores do setor de petróleo e gás natural até 2015. O valor está próximo ao que a Petrobras costumava financiar seus fornecedores. A companhia anunciou na semana passada um corte deste financiamento e informou que isso passaria a ser feito por meio de agentes financeiros.
Por sua vez, o secretário de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro, Julio Bueno, disse que a agência de fomentos local, a Investe Rio, tem R$ 3 bilhões disponíveis para empresas estrangeiras do terceiro e quarto elo da cadeia que queiram se instalar no Brasil. Além do financiamento, o Estado do Rio vai disponibilizar uma área de 600 mil metros quadrados no entorno do Rio para criar um polo de navipeças e pretende isentar de impostos as empresas que optarem por vir para o Estado.
"Queremos criar condições para atrair estas pequenas empresas que precisam de um investimento pequeno e que buscam escala para vir para o País", comentou Bueno. Apesar de ser uma linha voltada preferencialmente para estrangeiros que estejam entrando no País, ele não descarta que os atrativos tragam empresas de outros Estados.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

BNDES anuncia linha de R$4 bi para cadeia de petróleo e gás

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Um dia após o anúncio de medidas de estímulo à indústria pelo governo, o BNDES informou que vai disponibilizar uma linha de 4 bilhões de reais para financiar a cadeia de fornecedores do setor de petróleo e gás natural até 2015.
As taxas juros vão variar de 4,5 por cento ao ano, para projetos de inovação, a 11,04 por cento, para capital de giro, informou o banco. Além disso, o acesso para micro, pequenas e médias empresas, que representam 85 por cento dos fornecedores do setor, será flexibilizado.
O banco poderá financiar empresas de pequeno porte por meio de uma empresa-âncora com receita anual de mais de 90 milhões de reais.
Essa empresa-âncora terá que fazer um plano de desenvolvimento para seus fornecedores, direcionando no mínimo 30 por cento do financiamento à cadeia de fornecedores e subfornecedores.
A medida vem ao encontro da nova estratégia da Petrobras de não utilizar mais o seu caixa para financiar seus forncedores, um volume de recursos que atingia cerca de 1 bilhão de reais por ano.
Por outro lado, a empresa tem necessidade, assim como as outras que atuam no setor no país, de cumprir um índice de conteúdo nacional exigido pelo governo nos seus projetos.
O apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ajuda a liberar o caixa da estatal para os vultosos investimentos programados até 2015, de 224,7 bilhões de dólares.
"O alto volume de investimentos esperado nos próximos anos evidencia um panorama altamente favorável ao fortalecimento da cadeia de fornecedores do setor de petróleo e gás, com aumento de competitividade das empresas brasileiras no mercado doméstico e internacional", afirmou o banco em nota nesta quarta-feira.
De acordo com o banco, o objetivo do programa é buscar soluções para alguns dos entraves à competitividade e ao desenvolvimento do setor, "tais como a dificuldade de acesso ao crédito, o elevado custo de capital e o acesso à tecnologia de ponta".
O banco vai estimular projetos de implantação, ampliação e modernização da capacidade produtiva; consolidação, fusão e aquisição e internacionalização da cadeia de fornecedores; financiamento do capital de giro necessário à produção de equipamentos e prestação de serviços; e suporte a atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
(Reportagem de Denise Luna)

Petrobras e ANP divergem sobre gás e petróleo no Amazonas

Beatriz Gomes . 



Estatal comemora expansão dos negócios enquanto agência reguladora aponta queda.
Manaus - Os dados do boletim da produção de petróleo e gás natural de junho, divulgados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) essa semana, divergem das informações repassadas pela Petrobras no mês passado. De acordo com o boletim da ANP, a produção diária de petróleo e gás natural no Amazonas apresentou queda de 7,5% e 1,8%, respectivamente, em junho de 2011, comparado com junho do ano passado. Já a Petrobras informou que houve queda de 5,8% na produção de petróleo, mas expansão de 8,7% na produção de gás natural, com relação a junho do mesmo período.
De acordo com a ANP, a produção diária de petróleo na bacia do Solimões passou de 34,13 mil barris em maio para 34,85 mil barris diários em junho. Em igual período do ano passado, a produção média era de 37,69 mil barris por dia. Já a Petrobras, única empresa em fase de produção no Amazonas, informou que a produção diária de petróleo no Estado chegou a 52,22 mil barris diários em junho desse ano, 17 mil barris acima do que foi informado pela ANP.
Já a produção de gás natural, segundo a ANP, saiu de 11,49 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) em maio para 11,81 milhões de m³/d em junho desse ano, no mesmo mês do ano passado a produção diária chegou a média de 12 milhões de m³.
A produção de gás natural, de acordo com a estatal, chegou a 11,12 milhões de m³/d em junho, 692 mil m³ menos que a ANP informou. Quanto à produção total, a diferença entre o que foi informado pela ANP e Petrobras chega a quase 12 mil barris de óleo equivalentes por dia (boe/d).
ANP e Petrobras adotam critérios diferenciados
A ANP esclareceu que os critérios usados pela estatal ao calcular a produção de petróleo e gás natural diferem da forma como a agência reguladora analisa os dados. A produção de petróleo divulgada pela ANP não inclui a produção de Gás Natural Liquefeito - gás na fase líquida- (LGN). Já a produção de gás natural informada pela Agência inclui o gás natural produzido e reinjetado. Enquanto a Petrobras não inclui o gás reinjetado, apenas o produzido. Até o fechamento da edição, a reportagem do DIÁRIO não obteve resposta da Petrobras sobre a divergência dos dados.