quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Refinaria Manguinhos pode explorar petróleo no Rio Grande do Norte


Empresa afirma que projeto permitiria melhor acesso à matéria-prima


Refinaria Manguinhos
Manguinhos: rumo às fontes de matéria-prima

A Refinaria Manguinhos estuda explorar petróleo no campo de Riacho Velho, em Upanema (RN). A empresa assinou um memorando com o Macquarie Bank para analisar a viabilidade de investir ou financiar a operação.
Segundo a Manguinhos, o antigo concessionário do campo estima que seu volume de petróleo seja de 2,5 milhões de barris, e o de gás natural, de 39,7 milhões de metros cúbicos.
Após a avaliação da viabilidade do campo, a Manguinhos informa que pode analisar a aquisição dos direitos de exploração da área. O objetivo seria garantir melhor acesso à sua matéria-prima.

Petróleo em alta impulsionado por acordo na Cimeira Europeia


A matéria-prima segue esta manhã a negociar em terreno positivo, animada pelo acordo alcançado ontem à noite pelos líderes europeus na Cimeira Europeia, e também pelos sinais de crescimento económico nos Estados Unidos.
O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e utilizado como valor de referência às importações europeias, sobe 1,81% para 110,88 dólares por barril. EmNova Iorque, o barril de crude WTI, negociado na Nymex, acelera 2,2% para 92,18 dólares por barril.

O petróleo está a recuperar da maior queda deste mês em Nova Iorque, após os líderes europeus terem acordado ontem medidas para travar a crise da dívida soberana que ameaça abrandar o crescimento económico e diminuir a procura de matérias-primas.

Os líderes europeus chegaram a acordo com os credores para estes aceitarem perdas de 50% da dívida grega, e expandiram o fundo de resgate europeu de 440 mil milhões de euros para 1 bilião de euros.

Nicolas Sarkozy explicou que esta será feita numa base voluntária de adesão dos bancos e que está excluído o cenário de incumprimento da Grécia.

Os bancos renunciarão a metade dos 205 mil milhões de euros que emprestaram ao país. Mesmo sendo menor que os 60% de "hair-cut" exigidos por Berlim, o novo empréstimo dos Estados do euro e do FMI será de 100 mil milhões de euros, anunciou o Van Rompuy, ou seja, menos do que os 109 mil milhões previstos em Julho, quando à banca era pedido um perdão de 21%.

O Departamento do Comércio norte-americano deverá divulgar hoje um relatório que poderá revelar que a economia dos Estados Unidos se expandiu ao ritmo mais rápido este ano no terceiro trimestre. 

As reservas de petróleo dos Estados Unidos caíram na semana passada pela quarta semana seguida, de acordo com os dados divulgados pelo Departamento de Energia ontem, o que está igualmente a impulsionar os preços do ouro negro.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Disputa por petróleo vira guerra de secessão


Um país dividido em torno do dinheiro do petróleo. As consequências dessa secessão ainda são imprevisíveis
A noite de ontem (19) já estava perto de terminar quando a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, divulgou uma nota à imprensa. Na nota, ela dizia não ter qualquer responsabilidade pelo fato de o senador Vital do Rego (PMDB-PB) ter incluído em seu relatório uma proposta feita por ela quando era senadora, que visava beneficiar Santa Catarina, entre outros estados, na partillha dos royalties de petróleo. A proposta acabou retirada ao final da votação de ontem, em que foi aprovado um novo critério de distribuição dos royalties, que beneficia os estados não produtores, em detrimento daqueles onde se encontram os poços de petróleo. A preocupação de Ideli Salvatti dá a medida da temperatura política em que o tema foi aprovado no Senado. Responsável pela negociação do governo com o Congresso, Ideli não queria de jeito nenhum passar a impressão de que pretendia de alguma forma se beneficiar com a discussão.
Na nota, Ideli dizia três coisas: não teve “responsabilidade e nem gerenciamento pelo acolhimento de um projeto de sua autoria quando era senadora da República”; “nunca solicitou” que a proposta fosse incluída, e “o tema não foi tratado no governo”. Administrar a inclusão de seu projeto no relatório de Vital do Rego foi uma das dores de cabeça de Ideli durante a confusa e tensa discussão do projeto sobre a distribuição dos royalties do petróleo. O substitutivo de Vital do Rego, ao projeto original do senador Wellington Dias (PT-PI), que estabelece critérios para uma paulatina modificação da distribuição dos royalties do petróleo para que passe a ser nacional em 2020, nos mesmos moldes da distribuição dos recursos dos Fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM), foi aprovado ontem à noite no Senado e segue agora para a Câmara num clima há muito tempo não visto de disputa regional. Maioria, os estados que não produzem petróleo conseguiram impor no Senado sua vontade. Mas os estados produtores prometem levar a briga até as últimas consequências. E isso pode significar respingos em outras votações de interesse do governo. Daí a preocupação de Ideli.
Os representantes dos estados produtores – especialmente Rio de Janeiro e Espírito Santo – prometem apelar à presidenta Dilma Rousseff para que vete o projeto. Caso não consigam, prometem ir até o Supremo Tribunal Federal lutar por seus direitos. Para o governo, porém, o risco maior é de retaliações que atinjam a tramitação de outros projetos de seu interesse. Na Câmara, antes mesmo de o projeto chegar para a apreciação, deputados dos estados produtores já iniciaram uma tática de obstrução, que obrigou o governo a convocar suplentes de comissões para que discussões não ficassem prejudicadas. Está na pauta hoje uma votação complicada: a PEC que prorroga a vigência da Desvinculação das Receitas da União (DRU). E é nesse clima de guerra de secessão que ela será apreciada.
Divisão da base
A discussão dividiu a base do governo. A tal ponto que o principal líder da resistência ao projeto foi um senador do PT, Lindbergh Farias (RJ). E do outro lado da linha, como autor original da proposta, estava outro senador do PT, Wellington Dias. O governo fez de tudo para não se posicionar na discussão, mas agora terá um pepino pela frente. Se não houver modificação na Câmara, caberá a Dilma decidir se manterá ou vetará a regra de distribuição proposta pela dupla Vital do Rego/Wellington Dias. Se Dilma mantiver a regra, levará seus aliados do Rio e do Espírito Santo a irem ao STF contra a sua decisão. “Fizemos de tudo para evitar a judicialização do processo, mas não quiseram nos dar ouvidos”, afirmou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Na avaliação dos representantes dos estados produtores, a perda estimada para estes estados com a proposta de Vital do Rego/Wellington Dias é de R$ 3,6 bilhões apenas no ano que vem.
Entenda a briga
O texto apresentado pelo senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) propõe a alteração do quanto é cobrado das petroleiras e de como esse dinheiro recolhido deve ser distribuído entre a União, Estados e municípios. Até hoje, essa distribuição beneficia fortemente os estados nos quais estão localizados os poços de petróleo. Partia-se do princípio de que a exploração do petróleo afeta esses estados, ambientalmente e em outros aspectos. A descoberta da imensa reserva do pré-sal levou à ideia de que tais critérios precisavam ser rediscutidos. Essa imensa riqueza – com potencial para tornar o Brasil um dos maiores produtores de petróleo do mundo – precisava ser dividida de outra forma. Tratava-se, por esse entendimento, de um patrimônio nacional, e não apenas dos estados em cuja costa está o pré-sal. Por esse critério, os estados não-produtores passam a receber um percentual maior, enquanto os produtores perdem parte do que ganham atualmente. Para explorar o petróleo no país, as empresas petrolíferas pagam os royalties e também a chamada participação especial à União, uma porcentagem dos lucros cobrada das empresas com maior produção.
O senador Wellington Dias (PT-PI), autor do PLS, sustenta que hoje 80% dos recursos ficam com os estados produtores e que, pela Constituição, esses recursos pertencem a todos os estados e municípios. De acordo com o relator, em 2010, os royalties e a participação especial geraram, em conjunto, quase R$ 22 bilhões. Em sua estimativa, esse número pode chegar a R$ 60 bilhões em 2020. “Cenários mais otimistas chegam a prever até R$ 100 bilhões anuais na virada da próxima década. Não se pode permitir que esse volume de recursos seja concentrado em poucos estados e municípios”, alegou Vital do Rêgo Filho.
O problema é que, por enquanto, o petróleo do pré-sal é uma aposta de futuro, que no momento continua no fundo do mar sem possibilidade de exploração. A proposta de Vital do Rego faz previsões de faturamento futuro que, na avaliação dos estados produtores, não se sustentam, estão superestimadas. Daí, o risco de grande perda de receita com o qual os estados produtores não querem arcar.
Uma das estratégias da bancada fluminense foi a apresentação de um contra-projeto do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que garantiria mais recursos para estados não-produtores, mas retiraria recursos da União e das petroleiras, ao invés de retirar dos estados produtores. Aí, foi a vez do governo não querer a versão que lhe garante menos recursos. Assim, a proposta foi rejeitada pelo plenário por 45 votos contrários e 20 a favor. Os produtores receberam o apoio do PSDB e o DEM nesta questão.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Maior feira de petróleo e gás do Estado de São Paulo começa em Santos

Agência Estado

Créditos: Irandy Ribas

A 5ª edição da Santos Offshore Oil & Gas Expo, maior feira de petróleo e gás do Estado de São Paulo e terceira mais importante do País, vai reunir os grandes players do mercado petrolífero de hoje até sexta-feira, das 14 às 21 horas, no Mendes Convention Center. Empresas da Itália, México, Estados Unidos, Coreia do Sul e Noruega participarão do evento.

A Santos Offshore Oil & Gas Expo acontece desde 2007 com o objetivo de estimular o mercado promissor na região, marcando o encontro anual de empresas e profissionais da área. Após a descoberta da Bacia de Santos, a maior reserva pré-sal do País, a Baixada Santista passou a ser o centro de negócios da cadeia produtiva de petróleo e gás no estado. A novidade desta edição é a expansão do espaço da feira que vai de 6,8 mil para 10 mil metros quadrados, um crescimento de quase 50%. 

A expectativa dos organizadores é alcançar um público superior ao registrado no ano passado, com mais de 20 mil visitantes, e promover negócios aproximando compradores e fornecedores de petróleo e gás. 

Este ano, a Santos Offshore foi incorporada ao portfólio de feiras do setor de energia nacional e internacional da Reed Exhibitions Alcântara Machado, maior organizadora de feiras business-to-business no Brasil e na América do Sul. 

Hoje, após a solenidade de abertura, começa a programação do evento com a exposição de empresas do setor e palestras. O gerente-geral da Unidade de Operações da Bacia de Santos (UO-BS) da Petrobras, José Luiz Marcusso, abrirá a grade do seminário. 

Também hoje, a Rodada de Negócios do Ciesp acontece no formato de reuniões pré-agendadas, estabelecendo contatos para troca de informações. Amanhã será realizada a Rodada de Negócios organizada pelo Sebrae. São reuniões agendadas com empresas compradoras, que já atuam no setor, e buscam produtos e serviços oferecidos por outras empresas da cadeia de petróleo e gás. 

Em uma área de 120 m2, o Sebrae viabilizará a participação de dez micro e pequenas empresas em estandes de 12 m2 cada, com um subsídio de 40%. Mais informações em www.santosoffshore.com.br.

CLASSIFICAÇÃO E PRODUTOS


O petróleo é um produto de grande importância mundial, principalmente em nossa atualidade. É difícil determinar alguma coisa que não dependa direta ou indiretamente do petróleo.

Os solventes, óleos combustíveis, gasolina, óleo diesel, querosene, gasolina de aviação, lubrificantes, asfalto, plástico entre outros são os principais produtos obtidos a partir do petróleo.

De acordo com a predominância dos hidrocarbonetos encontrados no óleo cru, o petróleo é classificado em:

Parafínicos

Quando existe predominância de hidrocarbonetos parafínicos. Este tipo de petróleo produz subprodutos com as seguintes propriedades:
- Gasolina de baixo índice de octanagem.
- Querosene de alta qualidade.
- Óleo diesel com boas características de combustão.
- Óleos lubrificantes de alto índice de viscosidade, elevada estabilidade química e alto ponto de fluidez.
- Resíduos de refinação com elevada percentagem de parafina.
- Possuem cadeias retilíneas.

Naftênicos

Quando existe predominância de hidrocarbonetos naftênicos. O petróleo do tipo naftênico produz subprodutos com as seguintes propriedades principais:
- Gasolina de alto índice de octonagem.
- Óleos lubrificantes de baixo resíduo de carbono.
- Resíduos asfálticos na refinação.
- Possuem cadeias em forma de anel.

Mistos

Quando possuem misturas de hidrocarbonetos parafínicos e naftênicos, com propriedades intermediárias, de acordo com maior ou menor percentagem de hidrocarbonetos parafínicos e neftênicos.

Aromáticos

Quando existe predominância de hidrocarbonetos aromáticos. Este tipo de petróleo é raro, produzindo solventes de excelente qualidade e gasolina de alto índice de octonagem. Não se utiliza este tipo de petróleo para a fabricação de lubrificantes.

Após a seleção do tipo desejável de óleo cru, os mesmos são refinados através de processos que permitem a obtenção de óleos básicos de alta qualidade, livres de impurezas e componentes indesejáveis.

Chegando às refinarias, o petróleo cru é analisado para conhecer-se suas características e definir-se os processos a que será submetido para obter-se determinados subprodutos.

Evidentemente, as refinarias, conhecendo suas limitações, já adquirem petróleos dentro de determinadas especificações. A separação das frações é baseada no ponto de ebulição dos hidrocarbonetos.

Os principais produtos provenientes da refinação são:
· gás combustível
· GLP
· gasolina
· nafta
· querosene
· óleo diesel
· óleos lubrificantes
· óleos combustíveis
· matéria-prima para fabricar asfalto e parafina.



SUAS UTILIDADES

O petróleo após ser purificado e processado, é usado como combustível primário em máquinas de combustão interna , sendo de grande importância para o homem.

Em meados do século 19, a necessidade de combustível para iluminação (principalmente querosene, mas em algumas áreas, gás natural) levou ao desenvolvimento da indústria do petróleo.

Principalmente no século XIX, o crescimento do transporte motorizado fez com que a demanda crescesse muito rapidamente.

Hoje em dia, o petróleo fornece uma grande parte da energia mundial utilizada no transporte e é a principal fonte de energia para muitas outras finalidades. O petróleo tornou-se fonte de milhares de produtos petroquímicos

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Fontes renováveis representam 45% da energia nacional


Programa de biodiesel e aumento de carros flex são apontados como sucessos do 1º Plano Nacional de Agroenergia; desafio do próximo plano é aumentar produtividade da cana-de-açúcar para a produção do etanol.
O chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroenergia, José Manuel Dias, destacou nesta quinta-feira (6) que as fontes renováveis representaram no ano passado 45,4% da oferta total de energia no Brasil. Enquanto isso, o petróleo e seus derivados corresponderam a 38% do montante energético. Segundo Dias, a utilização de fontes renováveis no País é muito superior à média global, que gira em torno de 12% da oferta total.

As declarações foram dadas em audiência pública para avaliar o 1º Plano Nacional de Agroenergia e de Microdestilarias, válido entre 2006 e 2011. O evento foi promovido pela subcomissão permanente sobre energias alternativas e renováveis, vinculada à Comissão de Minas e Energia. A agroenergia é obtida a partir de produtos agropecuários e florestais e tem o objetivo de diminuir a dependência do petróleo e reduzir a emissão de gases poluentes.

Biodiesel

De acordo com o dirigente da Embrapa, as principais metas do plano estão sendo cumpridas, incluindo a redução comprovada da circulação de gases que provocam o efeito estufa. Entre as experiências bem sucedidas mencionadas por Dias está o programa de biodiesel (combustível produzido a partir da soja, do pinhão-manso, do dendê e outras oleaginosas). “Hoje, todo óleo diesel que é comercializado no País tem 5% do biodiesel”, lembrou.

O diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis da Secretaria de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Ricardo Dornelles, afirmou que uma das importâncias do programa de biodiesel foi a inclusão da agricultura familiar na cadeia de produção energética, contribuindo para a geração de renda nessa população. Conforme Dornelles, em 2010 houve mais de R$ 1 bilhão em aquisições de fontes energéticas vindas da agricultura familiar, sendo que, em 2009, o valor tinha sido de apenas R$ 677 milhões.

Segundo o diretor, o governo ainda promoverá ajustes nesse programa, especialmente com relação a aspectos tributários. A ideia é criar mecanismos para que o elo familiar da cadeia produtiva de energia seja competitivo no mercado de energia em larga escala.

Etanol

O aumento do uso dos carros flex, que possibilitam o uso do etanol (combustível cuja matéria-prima é basicamente a cana-de-açúcar), também foi apontado pelo dirigente da Embrapa como um dos sucessos do Plano Nacional de Agroenergia. Dias ressaltou que, entre 2001 e 2011, dobrou-se a produção do biocombustível no Brasil, embora o programa de etanol tenha sido muito afetado pela crise econômica de 2008.

Outro fator que afeta o programa de etanol é a baixa na produção de cana-de-açúcar. “Neste ano, a produção baixou por problemas climáticos, por falta de chuva”, explicou o representante da Embrapa. Dias afirmou que melhorar a produtividade da cana-de-açúcar para o etanol e das matérias-primas para o biodiesel é um dos grandes desafios para o próximo Plano de Agroenergia, em fase de elaboração, que valerá entre 2012 e 2016.

“A demanda por cana-de-açúcar está aumentando, mas a produção brasileira está caindo, o que vai demandar um investimento grande”, complementou o superintendente de Refino e Processamento de Gás Natural da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), Waldyr Barroso.

Falhas

O deputado Padre João (PT-MG), que solicitou a audiência, afirmou que Plano Nacional de Agroenergia foi bem sucedido ao possibilitar o avanço da produção em grande escala do etanol. Ele apontou, porém, que falta estímulo às microdestilarias (unidades que produzem entre 1 mil e 5 mil litros de etanol por dia).

O parlamentar considerou um equívoco ter focado a produção do biodiesel na agricultura familiar e a produção do etanol no agronegócio. “Não é nenhuma ameaça para o agronegócio a possibilidade de o agricultor familiar produzir o etanol”, sustentou. João disse ainda que muitos donos de microdestilarias de etanol são atualmente donos de postos de gasolina e que falta regulamentação para isso.

Waldyr Barroso explicou que a regulamentação para o produtor de etanol está em consulta pública neste momento e que será feita uma diferenciação entre as pequenas usinas, para uso próprio ou pesquisa, e as usinas para comercialização. Em setembro deste ano, foi publicada a Lei 12.490/11, que introduziu o etanol na cadeia energética nacional, estabelecendo a obrigatoriedade de autorização da ANP para o exercício da atividade de produção do biocombustível, entre outras providências.

Santos Offshore cresce e fortalece o mercado de petróleo e gás


Em sua quinta edição, o evento projeta mais de 400 expositores e programação extensa com encontros de negócios entre fornecedores e compradores .
A 5ª edição da Santos Offshore Oil & Gas Expo, maior feira de petróleo e gás do Estado de São Paulo e terceira mais importante do país, vai reunir os grandes players do mercado petrolífero na cidade de Santos, de 18 a 22 de outubro. O evento, que neste ano passa a integrar o portfólio de feiras do setor de petróleo, gás e energia da Reed Exhibitions Brasil, expandiu em aproximadamente 50% a área de exposição, alcançando 10 mil metros quadrados de montagem. "As conquistas comprovam a consolidação da feira no mercado, acompanhando o crescimento da cadeia produtiva de petróleo e gás no país, evidenciando a Baixada Santista como ponto chave neste setor", explica Valmir Semeghini, organizador da Santos Offshore.
A realização do evento pela maior organizadora de feiras business-to-business no Brasil e na América do Sul, a Reed Exhibitions Brasil, promete qualificar ainda mais a iniciativa na região, promovendo importantes encontros de negócios e conteúdo durante a Santos Offshore. "Vamos nos unir com nossos colegas do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) para maximizar esta estimulante oportunidade de apoiar o crescimento contínuo da indústria de petróleo e gás do Brasil", disse Juan Pablo De Vera, presidente da Reed Exhibitions Brasil. "Faremos a Cidade de Santos uma prioridade para nosso portfólio de energia global, auxiliando os clientes de todo o mundo a descobrir um novo mercado e oportunidade de negócios em Santos."
A expectativa é alcançar um público superior ao registrado em 2010, com mais de 18 mil visitantes e promover negócios aproximando compradores e empresas fornecedoras ou interessadas em fornecer para o setor de petróleo e gás. O evento conta com o patrocínio master da Petrobras, ouro do Banco Itaú, da Agência de Fomento Paulista / Nossa Caixa Desenvolvimento e da V&M do Brasil e patrocínio prata da Caixa Econômica Federal.
Negócios -Integram a programação da Santos Offshore 2011 os encontros de negócios em parcerias com instituições do setor: a tradicional Rodada de Negócios, promovida pelo Sebrae/SP, que em 2010 recebeu mais de 90 micros e pequenas empresas que marcaram presença em 275 reuniões com 18 grandes companhias da cadeia petrolífera; As Sessões de Negócios, realizadas pelo Itaesa que somam resultados do evento anterior, com 468 reuniões atingindo o total de R$ 55,33 milhões; e a novidade deste ano que será a Rodada de Negócios do Ciesp, que acontecerá pela primeira vez na Santos Offshore.
18 de outubro - Rodada de Negócios do CIESP -A Rodada de Negócios do CIESP acontece no formato de reuniões pré-agendadas e de reuniões de encaixes, estabelecendo contato necessário para troca de cartões, catálogos e informações entre as empresas. Os participantes realizam aproximadamente 30 reuniões com as empresas âncoras e entre si, durante o evento. A lista de empresa âncoras e as demandas estão no site da Santos Offshore. Telefone para informações: São Paulo: (11) 3549-3288 - Santos: (13) 3219-9484.
19 de outubro - Rodada de Negócios Sebrae -A Rodada de Negócios, promovida pelo Sebrae SP, acontece desde a primeira edição da  Santos Offshore – Oil & Gas Expo, em 2007. São reuniões agendadas entre empresas compradoras, que já atuam na atividade, e buscam produtos e serviços oferecidos por outras, da cadeia de petróleo e gás. As empresas fornecedoras passarão por um cadastro junto aos realizadores e terão suas agendas informadas para os encontros, que acontecerão durante o evento.
Durante os anos de realização da Rodada de Negócios na Santos Offshore, os resultados superaram as expectativas, sendo que somente na edição passada o evento contou com a presença de 93 Micro e Pequenas Empresas (destas 57 são da Baixada Santista, totalizando 61%) em 275 reuniões com 18 grandes companhias da cadeia de petróleo e gás. O resultado divulgado é de uma perspectiva de negócios, no montante de mais de R$ 24 milhões para os próximos anos. As Inscrições devem ser feitas pelo email idalice@sbancodeprojetos.com.br ou telefone (11) 3512 9689 ramal 225.
20 e 21 de outubro - Sessão de Negócios ITAESA-As Sessões de Negócios ITAESA acontecem em dois formatos: Sessões com Âncoras em reuniões pré-agendadas entre empresas compradoras (âncoras) que buscam produtos e serviços oferecidos pelas empresas vendedoras. Para participar desta modalidade, a empresa vendedora deverá preencher um cadastro informando detalhadamente os produtos e serviços que oferece. Após avaliação do cadastro, serão informadas a agenda de reunião com as âncoras. Também existe o Networking Empresarial: em formato de reuniões comerciais, onde empresários de diferentes segmentos apresentam seus produtos e/ou serviços num espaço de tempo predefinido. A principal finalidade é criar uma rede de relacionamentos entre empresas participantes e fazer com que novos negócios surjam a partir deste Networking.
19 a 22 de outubro - Canal Fornecedor Petrobras -O Posto de atendimento avançado do Canal Fornecedor estará instalado na Santos Offshore. No local, responsáveis pelo setor de compras das Unidades da Petrobras responderão a dúvidas sobre como se cadastrar para fornecer bens e serviços para a Estatal. Os encontros devem ser agendados pelo telefone 0800-282-1556. Mais informações serão fornecidas direto no local, nos dias do evento.
.A Reed Exhibitions realiza 55 eventos em uma base bianual no Brasil, tornando-a a maior organizadora de feiras business-to-business no Brasil e na América do Sul. Operando principalmente em São Paulo, mas com eventos no interior e na região de rápido crescimento, o Nordeste, a Reed serve a diversas indústrias, que vão desde automóveis e transportes a plásticos e máquinas; de construção civil a segurança física; e da produção de etanol e petróleo & gás offshore a turismo, publicações e infraestrutura.
Globalmente, a Reed Exhibitions é a líder mundial na organização de eventos, com mais de 460 eventos em 36 países. Em 2010, a Reed reuniu mais de sete milhões de participantes ativos de todo o mundo, gerando bilhões de dólares em negócios. Atualmente, eventos da Reed são realizados por todas as Américas, Europa, Oriente Médio e Ásia, e organizados por 34 escritórios próprios.