quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Petróleo fecha em queda em Londres e em NY após dados do Fed


NOVA YORK — Os preços do petróleo voltaram a fechar em forte queda em Londres e em Nova York nesta terça-feira, com investidores demonstrando cautela após os anúncios do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) sobre a economia americana e mundial.
Apesar de manter a taxa básica de juros do país próxima de zero, o Fed confirmou os temores dos investidores sobre uma desaceleração do crescimento americano.
Com isso, no New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em setembro fechou a 79,30 dólares, em baixa de 2,01 dólares em relação à segunda-feira.
No IntercontinentalExchange de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte com igual vencimento perdeu 1,17 dólar, fechando a 102,57, sendo que o índice chegou a recuar a 98,74 dólares ao longo da sessão, o patamar mais baixo desde 8 de fevereiro.
"Está bastante claro que (o Fed) optou por um tom mais negativo sobre a economia tanto a curto como a médio prazo", disse John Kilduff, da Again Capital.
O Banco Central americano, cujo Comitê de Política Monetária se reuniu nesta terça-feira, anunciou que manterá sua taxa básica de juros próxima de zero "ao menos até meados de 2013" e que considera novas medidas de reativação para sustentar a economia.
Estas decisões são justificadas por um crescimento "consideravelmente mais lento" que o previsto e riscos que "se incrementarão", segundo o comunicado do Fed.
"As revisões para baixo das cifras do PIB (americano) há duas semanas e os temores que invadiram o mercado sobre o desempenho da demanda de petróleo até o fim do ano assustaram o mercado", constatou John Kilduff.
Os investidores temem o impacto de uma desaceleração do crescimento, ou inclusive de uma recessão, nos Estados Unidos e no mundo, sobre a demanda de energia, explica Kilduff.
Antes do comunicado do Fed, o barril de WTI havia registrado uma impressionante recuperação, após cair nas operações eletrônicas a 75,71 dólares, seu nível mais baixo desde o final de setembro. O índice abriu em Nova York acima dos 81 dólares.
Na segunda-feira, o WTI chegou a perder mais de 6%, arrastado pela crise dos mercados financeiros, que foi provocada pelo rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos pela agência Standard and Poor's.
Desde o fechamento do dia 26 de julho, o WTI perdeu mais de 20 dólares e indicava perdas de mais de 3 dólares nas operações eletrônicas posteriores ao fechamento desta terça-feira (after marketing).

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